Exercício na gravidez: um guia calmo e completo
Quanto mexer, com que intensidade, o que muda em cada trimestre, o que evitar e quando parar. Um guia simples sobre exercício na gravidez, com base no ACOG e na OMS.
Equipa Editorial Eggsports14 min de leitura
Em resumo: Na maioria das gravidezes saudáveis, o movimento regular é seguro e útil. As recomendações apontam para pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana, com treino aeróbio e de força, num esforço que ainda te deixe conversar. Fala primeiro com o teu médico ou parteira, evita quedas, contacto e calor excessivo, e para se surgir um sinal de alerta.
A gravidez muda quase tudo na forma como o corpo se sente de uma semana para a outra, por isso é natural perguntares-te se a forma como te mexes também deve mudar. A resposta curta das principais recomendações é tranquilizadora: na maioria das gravidezes, manter-se ativa é seguro e traz benefícios reais. A resposta longa tem a ver com ajustar, escutar o corpo e saber quando parar. Este guia junta tudo num só lugar, em linguagem simples, com todas as fontes listadas no fim.
É seguro fazer exercício durante a gravidez?
O American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) descreve a atividade física na gravidez como segura e desejável quando não há complicações obstétricas ou médicas, e incentiva as grávidas a continuar ou a começar atividades seguras.[1] A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que todas as mulheres grávidas ou no pós-parto, sem contraindicações, se mantenham regularmente ativas durante a gravidez e depois dela.[3]
Uma preocupação comum, sobretudo no início, é se o movimento pode prejudicar a gravidez. A diretriz canadiana de 2019, construída a partir de um grande conjunto de revisões sistemáticas, afirma que a atividade física não está associada a aborto espontâneo, morte fetal, morte neonatal, parto prematuro ou baixo peso à nascença.[4] Uma meta-análise dedicada especificamente a esta pergunta chegou à mesma conclusão: quem fez exercício durante a gravidez não teve maior probabilidade de aborto espontâneo ou de morte perinatal do que quem não fez.[9]
Seguro não quer dizer que valha tudo. O teu corpo está a mudar e algumas atividades têm riscos que nada têm a ver com a forma física, como as quedas ou uma pancada na barriga. O resto deste guia explica esses ajustes.
Quais são os benefícios de te manteres ativa na gravidez?
A OMS enumera os benefícios com clareza: menor risco de pré-eclâmpsia, hipertensão gestacional, diabetes gestacional, aumento de peso excessivo na gravidez, complicações no parto e depressão pós-parto, sem aumento do risco de morte fetal, de complicações no recém-nascido ou de efeitos negativos no peso à nascença.[3] O ACOG acrescenta que os estudos observacionais mostram menos cesarianas e partos instrumentados, e uma recuperação pós-parto mais rápida, entre quem faz exercício na gravidez.[1] O NHS, o serviço nacional de saúde britânico, refere também melhor sono, humor e saúde mental.[10]
Dois destes benefícios foram estudados com especial detalhe. Numa meta-análise de ensaios aleatorizados, os programas só de exercício reduziram em cerca de 40% a probabilidade de diabetes gestacional, de hipertensão gestacional e de pré-eclâmpsia, em comparação com não fazer exercício.[7] Outra meta-análise concluiu que o exercício na gravidez reduziu em 67% a probabilidade de depressão durante a gravidez.[8]
A ciência: O que as meta-análises encontraram
A análise sobre diabetes gestacional e problemas de tensão arterial incluiu 106 estudos e mais de 273 000 participantes. As intervenções só de exercício reduziram a probabilidade de diabetes gestacional (odds ratio 0,62), hipertensão gestacional (0,61) e pré-eclâmpsia (0,59). Para conseguir uma redução de pelo menos 25% nessa probabilidade, as participantes precisaram de cerca de 600 MET-minutos por semana de exercício moderado, o que os autores equiparam a cerca de 140 minutos de caminhada rápida, hidroginástica, bicicleta estática ou treino de força.[7]
A análise sobre depressão incluiu 52 estudos. As intervenções só de exercício reduziram a intensidade dos sintomas depressivos na gravidez e a probabilidade de depressão pré-natal (odds ratio 0,33). Não alteraram a probabilidade de depressão pós-parto nem de ansiedade. Um efeito moderado exigiu cerca de 644 MET-minutos por semana, aproximadamente 150 minutos de atividade moderada.[8]
Os programas de exercício combinados com outras medidas, como mudanças na alimentação, não mostraram as mesmas reduções nestas análises, o que é uma das razões para as recomendações se centrarem no movimento em si.
Quanto exercício se recomenda durante a gravidez?
A OMS recomenda pelo menos 150 minutos de atividade aeróbia de intensidade moderada ao longo da semana, com atividades aeróbias e de fortalecimento muscular variadas, e refere que alongamentos suaves também podem ajudar.[3] A diretriz canadiana acrescenta que a atividade deve ser distribuída por um mínimo de três dias por semana, que é bom mexer-se todos os dias e que o treino dos músculos do pavimento pélvico pode ser feito diariamente para reduzir o risco de incontinência urinária.[4]
Na prática, 150 minutos podem ser:
- 30 minutos de caminhada rápida em cinco dias.
- Três caminhadas de 20 minutos e duas sessões curtas de força.
- Blocos de 10 minutos espalhados pelo dia, que, segundo o ACOG, contam da mesma forma.[2]
Se eras ativa antes da gravidez, podes normalmente continuar com as atividades que conheces e ir ajustando.[3] Se estás a começar, o ACOG sugere iniciar com apenas cinco minutos por dia e acrescentar cinco minutos por semana até chegares a cerca de 30 minutos diários.[2] O NHS desaconselha começar uma atividade vigorosa nova, como correr, durante a gravidez.[10]
Como sabes se estás a treinar na intensidade certa?
O ACOG e a diretriz canadiana descrevem a intensidade moderada da mesma forma: consegues falar, mas não cantar.[2][4] Se não consegues manter uma conversa, a diretriz canadiana aconselha a abrandar.[4] A OMS define a atividade moderada como, normalmente, um 5 ou 6 numa escala de esforço percebido de 0 a 10, e a atividade vigorosa como um 7 ou 8.[3]
Aqui, a sensação é mais útil do que os números. O grupo de peritos do Comité Olímpico Internacional (COI) nota que, na gravidez, o esforço percebido e a frequência cardíaca nem sempre coincidem, por isso nenhum dos dois é perfeito sozinho.[5] Juntar o teste da fala à forma como te sentes nesse dia é uma boa abordagem para o dia a dia. O nosso guia de intensidade do exercício na gravidez, gratuito, acompanha-te nas duas verificações.
Se o treino de força faz parte da tua rotina, aplicam-se as mesmas regras de esforço, com alguns pontos extra sobre respiração e posições. Estão explicados no nosso guia sobre levantar pesos na gravidez.
Como muda o exercício de trimestre para trimestre?
Cada gravidez é diferente, por isso vê esta tabela como ponto de partida e não como horário. Podes saber em que semana estás com a nossa calculadora de semanas de gravidez, ou estimar as tuas datas com a calculadora da data prevista do parto.
| Primeiro trimestre (até cerca da semana 13) | Segundo trimestre (cerca das semanas 14 a 27) | Terceiro trimestre (a partir da semana 28) | |
|---|---|---|---|
| Como te podes sentir | Cansada, enjoada, emotiva | Muitas vezes com mais energia, à medida que os enjoos passam | Mais pesada, menos estável, com mais dores |
| Foco do movimento | Sessões curtas e flexíveis; mantém o que te sabe bem | Criar hábitos regulares de aeróbio e força | Conforto, mobilidade, pavimento pélvico, caminhar |
| Posições | Quase todas as posições servem | Tirar os exercícios mais longos da posição de barriga para cima | De pé, sentada, deitada de lado, em quatro apoios |
| Esforço | Moderado, ajustado aos sintomas | Moderado; teste da fala | Moderado ou mais leve; teste da fala |
| A que estar atenta | Calor excessivo, treinar em jejum | Deitar de costas, equilíbrio, impacto | Quedas, dor pélvica, deitar de costas, ficar parada de pé |
Para as primeiras semanas, lê exercício no primeiro trimestre. Para os meses seguintes, incluindo posições e equilíbrio, lê exercício no segundo e terceiro trimestres.
Há mudanças que atravessam toda a gravidez. As hormonas tornam mais laxos os ligamentos à volta das articulações, e é por isso que o ACOG sugere evitar movimentos bruscos e com saltos.[2] A barriga a crescer desloca o centro de gravidade, o que torna mais fácil perder o equilíbrio.[2] E deitar de barriga para cima pode comprimir uma veia grande que leva o sangue de volta ao coração, o que pode provocar tonturas.[2]
Quanto a este último ponto, as recomendações não coincidem no momento. A OMS aconselha evitar atividades deitada de costas depois do primeiro trimestre,[3] enquanto o grupo de peritos do COI nota que os sintomas são mais prováveis depois das 28 semanas e sugere inclinar o tronco a cerca de 45 graus, ou passar para deitada de lado, sentada ou de pé.[6] A Eggsports segue o caminho intermédio e prudente: a partir da semana 16, as nossas sessões deixam de fora exercícios deitada de costas ou de barriga para baixo.
Que exercícios deves evitar na gravidez?
A lista de atividades a evitar do ACOG inclui desportos de contacto como hóquei no gelo, boxe, futebol e basquetebol; paraquedismo; atividades que podem acabar em queda, como esqui alpino, esqui aquático, surf, ciclismo todo-o-terreno, ginástica e equitação; hot ioga e hot Pilates; mergulho com garrafa; e atividades acima dos 6000 pés (cerca de 1800 metros) de altitude, se não viveres já a essa altitude.[2] A OMS acrescenta evitar a atividade com calor excessivo, sobretudo com humidade elevada, e manter-te hidratada antes, durante e depois do exercício.[3]
Do outro lado da lista, o ACOG descreve a caminhada, a natação e os exercícios na água, a bicicleta estática e o ioga e o Pilates adaptados como algumas das escolhas mais seguras, e diz que quem já corria ou jogava desportos de raquete pode continuar, com o acordo do médico.[2]
| Normalmente uma boa escolha | Melhor evitar |
|---|---|
| Caminhada rápida | Desportos de contacto e de colisão |
| Natação e exercício na água | Atividades com risco real de queda |
| Bicicleta estática | Bicicleta na estrada ou todo-o-terreno, mais para o fim da gravidez |
| Ioga e Pilates adaptados | Hot ioga e hot Pilates |
| Treino de força com esforço moderado | Mergulho com garrafa |
| Exercícios do pavimento pélvico | Longos períodos deitada de costas |
Dentro de qualquer atividade, há movimentos que pedem mais cuidado. Duas preocupações comuns são os abdominais e a bacia. O nosso guia de treino do core na gravidez explica que exercícios abdominais manter, quais trocar e porque é que a diástase é uma parte normal da gravidez. Se te dói a bacia, à frente ou atrás, quando te mexes, lê sobre a dor na cintura pélvica, que é comum e tem tratamento.
O treino de força é seguro na gravidez?
Segundo o grupo de peritos do COI, o treino com pesos ligeiro a moderado, com pesos livres ou máquinas, não tem em geral efeitos negativos na saúde durante a gravidez.[5] A diretriz canadiana vai mais longe: combinar treino aeróbio e de força melhorou os resultados da gravidez mais do que o exercício aeróbio sozinho.[4]
Os principais ajustes têm a ver com a respiração e a pressão. Suster a respiração e fazer força, a chamada manobra de Valsalva, faz subir bruscamente a tensão arterial e a pressão dentro do abdómen, e o grupo do COI recomenda ajustar o treino mais pesado para a evitar.[5][6] Nas sessões da Eggsports, todos os exercícios vêm com a mesma indicação: expira no esforço; nunca sustenhas a respiração. O quadro completo, trimestre a trimestre, está no nosso guia de treino de força.
E o pavimento pélvico?
A diretriz canadiana recomenda o treino dos músculos do pavimento pélvico, como os exercícios de Kegel, todos os dias, para reduzir o risco de incontinência urinária, e aconselha aprender a técnica correta para tirar todo o benefício.[4] O grupo de peritos do COI sugere séries de 8 a 12 contrações próximas do máximo, três vezes por dia, na maioria dos dias.[6]
O nosso temporizador de exercícios do pavimento pélvico guia-te em contrações lentas e rápidas, com relaxamento completo entre elas. O guia de treino do core explica como o pavimento pélvico trabalha em conjunto com os abdominais profundos e a respiração.
Precisas de autorização médica para fazer exercício na gravidez?
O ACOG recomenda falar sobre exercício com quem acompanha a tua gravidez logo nas primeiras consultas pré-natais e, depois, conversar sobre que atividades podes fazer em segurança.[2] A diretriz canadiana enumera situações em que se deve evitar atividade intensa, como a rutura de membranas, o trabalho de parto prematuro, uma hemorragia vaginal persistente sem explicação ou a pré-eclâmpsia, e outras em que deves discutir primeiro os prós e os contras com a tua equipa de saúde.[4]
Como o risco pode mudar à medida que a gravidez avança, o grupo de peritos do COI recomenda reavaliações regulares, em vez de uma verificação única.[6] Na app da Eggsports, perguntamos uma vez se o teu médico ou parteira já disse que podes fazer exercício. Até confirmares, as sessões ficam pela respiração suave, pelo pavimento pélvico, pelo core profundo e pela mobilidade da coluna. A lista completa de situações, explicada de forma simples, está em sinais de alerta para parar o exercício.
Quando deves parar o exercício e pedir ajuda?
Estes são os sinais de alerta que o ACOG indica para parar o exercício na gravidez.[2] Aplicam-se tanto a atletas experientes como a quem está a começar.
Para e contacta o teu médico ou parteira se notares
- Sangramento vaginal
- Perda de líquido pela vagina
- Contrações dolorosas e regulares
- Tonturas ou sensação de desmaio
- Falta de ar antes de começares
- Dor no peito
- Dor de cabeça
- Fraqueza muscular que afeta o equilíbrio
- Dor ou inchaço na barriga da perna
Se parecer urgente, liga para o número de emergência (112).
Ficar ofegante durante um esforço maior é esperado. Sentires-te mal, com demasiado calor ou desconfortável é motivo para parar, mesmo que não esteja na lista.[10] O nosso artigo sobre sinais de alerta e autorização médica explica cada sinal em linguagem simples e o que fazer a seguir.
Não faz mal descansar em vez de fazer exercício na gravidez?
As recomendações dão metas porque as metas são úteis para a investigação e para a saúde pública. O teu corpo numa terça-feira qualquer é outra história. Nalguns dias, uma caminhada rápida vai saber-te pela vida. Noutros, a escolha que mais te apoia será uma sesta, um alongamento lento ou uns minutos de respiração tranquila com o nosso temporizador de respiração.
A diretriz canadiana di-lo com todas as letras: pode haver alturas em que o cansaço ou os desconfortos da gravidez tornam as recomendações impossíveis de cumprir, e és incentivada a fazer o que conseguires e a voltar a elas quando puderes.[4] É exatamente assim que a Eggsports funciona. Um dia de descanso vale o mesmo ovo que um treino, porque escutar o corpo é o objetivo, não uma pausa dele.
Se quiseres aprofundar, aqui está tudo o que este guia inclui:
Perguntas frequentes
Posso começar a fazer exercício se não era ativa antes de engravidar?
Sim. As recomendações incentivam especificamente quem era inativa antes da gravidez a começar a mexer-se, desde que não haja um motivo médico para não o fazer. Começa com sessões curtas e fáceis, como cinco ou dez minutos de caminhada, e acrescenta um pouco de tempo a cada semana. Fala dos teus planos com o teu médico ou parteira numa das primeiras consultas.
Tenho de manter a frequência cardíaca abaixo de um certo valor?
Não necessariamente. A diretriz canadiana apresenta intervalos de frequência cardíaca próprios para a gravidez, para quem gosta de os acompanhar, mas também indica o teste da fala como forma simples de avaliar o esforço. Se consegues manter uma conversa enquanto te mexes, estás normalmente numa intensidade moderada e confortável.
É seguro fazer exercício numa gravidez de gémeos?
Depende de como a gravidez está a correr, por isso é uma conversa a ter com o teu médico ou parteira. A diretriz canadiana indica uma gravidez de gémeos depois das 28 semanas como motivo para discutir primeiro a atividade moderada a vigorosa com a equipa que te acompanha, e uma gravidez de trigémeos ou mais como motivo para evitar exercício intenso. O movimento suave do dia a dia continua, em geral, a fazer parte do quadro.
Manter-me ativa torna o trabalho de parto mais fácil?
Ninguém pode prometer um determinado trabalho de parto ou nascimento. O que a investigação mostra é que seguir as recomendações de atividade está associado a um menor risco de cesariana e de parto instrumentado. Vale a pena mexeres-te pelo bem que te faz agora, aconteça o que acontecer depois.
O exercício ajuda com as dores nas costas e na bacia durante a gravidez?
Pode ajudar muitas pessoas. O ACOG inclui a redução das dores nas costas entre os benefícios do exercício na gravidez, e a diretriz canadiana associa o cumprimento das recomendações de atividade a dor lombopélvica menos intensa. Se a dor à frente ou atrás da bacia dificulta andar, subir escadas ou virar-te na cama, pede ao teu médico ou parteira um encaminhamento para fisioterapia.
Fontes
- American College of Obstetricians and Gynecologists, Committee on Obstetric Practice (2020). Physical Activity and Exercise During Pregnancy and the Postpartum Period. ACOG Committee Opinion No. 804. Obstetrics & Gynecology. doi:10.1097/AOG.0000000000003772
- American College of Obstetricians and Gynecologists (2024). Exercise During Pregnancy (FAQ119). ACOG patient FAQs. www.acog.org/womens-health/faqs/exercise-during-pregnancy
- Bull FC, Al-Ansari SS, Biddle S, et al. (2020). World Health Organization 2020 guidelines on physical activity and sedentary behaviour. British Journal of Sports Medicine. doi:10.1136/bjsports-2020-102955
- Mottola MF, Davenport MH, Ruchat SM, et al. (2018). 2019 Canadian guideline for physical activity throughout pregnancy. British Journal of Sports Medicine. doi:10.1136/bjsports-2018-100056
- Bø K, Artal R, Barakat R, et al. (2016). Exercise and pregnancy in recreational and elite athletes: 2016 evidence summary from the IOC expert group meeting, Lausanne. Part 1—exercise in women planning pregnancy and those who are pregnant. British Journal of Sports Medicine. doi:10.1136/bjsports-2016-096218
- Bø K, Artal R, Barakat R, et al. (2018). Exercise and pregnancy in recreational and elite athletes: 2016/2017 evidence summary from the IOC expert group meeting, Lausanne. Part 5. Recommendations for health professionals and active women. British Journal of Sports Medicine. doi:10.1136/bjsports-2018-099351
- Davenport MH, Ruchat SM, Poitras VJ, et al. (2018). Prenatal exercise for the prevention of gestational diabetes mellitus and hypertensive disorders of pregnancy: a systematic review and meta-analysis. British Journal of Sports Medicine. doi:10.1136/bjsports-2018-099355
- Davenport MH, McCurdy AP, Mottola MF, et al. (2018). Impact of prenatal exercise on both prenatal and postnatal anxiety and depressive symptoms: a systematic review and meta-analysis. British Journal of Sports Medicine. doi:10.1136/bjsports-2018-099697
- Davenport MH, Kathol AJ, Mottola MF, et al. (2019). Prenatal exercise is not associated with fetal mortality: a systematic review and meta-analysis. British Journal of Sports Medicine. doi:10.1136/bjsports-2018-099773
- NHS (2026). Exercise in pregnancy. NHS website. www.nhs.uk/pregnancy/keeping-well/exercise/
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