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Perimenopausa e menopausa: guia completo para te mexeres bem

O que muda na perimenopausa e na menopausa, e como a força, o impacto, o equilíbrio, o exercício para o coração e o descanso te podem apoiar nesta transição.

Equipa Editorial Eggsports14 min de leitura

Em resumo: A perimenopausa e a menopausa trazem mudanças nos ossos, nos músculos, na saúde do coração, no sono e no humor, e o movimento pode apoiar cada uma delas. A evidência mais sólida aponta para treino de força dois ou mais dias por semana, algum impacto para os ossos, prática de equilíbrio e 150 a 300 minutos semanais de atividade moderada.

A perimenopausa e a menopausa são uma transição, não um fim. As tuas hormonas encontram um novo ritmo e o teu corpo adapta-se: na forma como constrói osso, onde guarda energia, como dorme e como lida com o calor. O movimento é uma das ferramentas mais poderosas que tens ao longo de todo este caminho. Não resolve tudo, e este guia é honesto sobre onde a evidência é forte e onde é escassa. Mas a força, o impacto, o equilíbrio, a atividade que faz bem ao coração e o descanso verdadeiro podem ajudar-te a sentir-te capaz e firme nesta fase e nas décadas que se seguem.

Esta página junta tudo. Cada secção tem uma ligação para um artigo mais detalhado, se quiseres aprofundar.

O que muda realmente na perimenopausa e na menopausa?

Em resumo: A perimenopausa são os anos em que a menstruação fica irregular e os sintomas costumam começar. Fala-se de menopausa ao fim de 12 meses sem menstruação. Na transição, o estrogénio oscila e depois estabiliza mais baixo, o que pode afetar ossos, colesterol, gordura corporal, sono, humor, articulações e a forma como lidas com o calor.

A norma de orientação nacional do Reino Unido descreve a perimenopausa como a fase em que surgem afrontamentos e suores a par de alterações no ciclo menstrual, e a menopausa como a ausência de menstruação durante pelo menos 12 meses.[1] Os sintomas variam muito. Além dos afrontamentos e dos suores noturnos, podem incluir secura vaginal, mudanças de humor, dores nas articulações e nos músculos, e alterações no desejo sexual.[1]

Algumas mudanças são mais silenciosas. Em torno da última menstruação, o colesterol total e o colesterol LDL tendem a subir num curto espaço de tempo, independentemente da idade, e passa a acumular-se mais gordura à volta dos órgãos.[3] Os ossos também mudam. Num grande estudo que acompanhou mulheres ao longo da transição, a perda óssea foi mais rápida entre cerca de um ano antes da última menstruação e cerca de dois anos depois; a seguir, abrandou.[4] É por isso que o treino de força e de impacto passam para o topo da lista nesta fase. A perimenopausa é também reconhecida como uma janela de maior vulnerabilidade a sintomas depressivos.[9]

Nada disto é uma sentença sobre o teu futuro. É informação, e mostra com clareza onde o movimento pode ajudar mais.

A ciência: Porque é que a transição importa para o coração

A declaração científica de 2020 da American Heart Association reviu duas décadas de investigação que acompanhou mulheres ao longo da menopausa. Concluiu que a transição menopáusica é uma fase de aceleração do risco cardiovascular, para além dos efeitos do envelhecimento, e descreveu a meia-idade como uma janela crítica para a prevenção precoce.[3]

A mesma declaração refere uma forte relação inversa, de tipo dose-resposta, entre atividade física e mortalidade cardiovascular: mais atividade, menor risco.[3]

Que tipos de movimento importam mais na menopausa?

Em resumo: Há cinco pilares que pesam mais: treino de força progressivo, algum impacto para os ossos, prática de equilíbrio, atividade aeróbica regular para o coração, e descanso e recuperação suficientes para o sono e o humor. Não precisas de todos os dias. Uma semana que toque em cada um, ao teu nível, é uma base sólida.

Eis como os sintomas e objetivos mais comuns se relacionam com os tipos de movimento que mais ajudam.

Sintoma ou objetivoMovimento que ajudaCom que frequênciaO que diz a evidência
Densidade ósseaTreino de força progressivo com impacto moderado, como corrida lenta, pequenos saltos ou bater os pésForça 2 a 3 dias por semana; impacto na maioria dos dias, se for adequadoSólida para força com impacto
Força muscular para o dia a diaPesos, elásticos ou exercícios com o peso do corpo para todos os grandes grupos musculares2 ou mais dias por semanaSólida
Equilíbrio e prevenção de quedasExercícios de equilíbrio e funcionais, tai chi, dançaPelo menos 2 dias por semana, mais se conseguiresSólida em adultos com mais de 60 anos
Saúde do coraçãoCaminhada rápida, bicicleta, natação, dança150 a 300 minutos de atividade moderada por semanaSólida
HumorCaminhar ou correr, ioga, treino de forçaNa maioria dos dias, a um esforço que te saiba bemEncorajadora, embora muitos ensaios sejam pequenos
SonoAtividade regular durante o dia e uma rotina calma à noiteNa maioria dos diasAjuda a qualidade do sono, de forma modesta
Dores e rigidez nas articulaçõesMobilidade suave, força à volta da articulação, cardio de baixo impactoNa maioria dos dias, a começar devagarBoa para a artrose, limitada para as dores da menopausa
AfrontamentosQualquer movimento de que gostes, em ambiente frescoComo te apetecerFraca: não se demonstrou que o exercício os reduza de forma consistente

O resto deste guia percorre cada linha e tem uma ligação para um artigo completo sobre cada uma.

Porque é que o treino de força é a prioridade?

Em resumo: O treino de força apoia músculos, ossos, equilíbrio e autonomia, tudo ao mesmo tempo. A OMS recomenda fortalecimento muscular dois ou mais dias por semana, e as orientações britânicas sublinham a importância de manter a força na menopausa. Mulheres na casa dos 60, com massa óssea baixa, treinaram pesado em segurança e com supervisão.

As recomendações da OMS indicam atividades de fortalecimento muscular de intensidade moderada ou superior, que envolvam todos os grandes grupos musculares, dois ou mais dias por semana.[2] A norma britânica sobre a menopausa vai mais longe e pede aos profissionais de saúde que expliquem a importância de manter a massa e a força muscular através da atividade física.[1]

Para os ossos, um consenso de especialistas do Reino Unido recomenda fortalecimento muscular dois ou três dias por semana, idealmente progressivo: chegar ao peso mais elevado que consegues levantar 8 a 12 vezes e ir até três séries por exercício.[5] Primeiro vem a técnica, com intensidade mais baixa.

A evidência mais marcante vem do ensaio LIFTMOR. Mulheres na pós-menopausa com massa óssea baixa fizeram oito meses de treino supervisionado de força e impacto de alta intensidade, duas vezes por semana, em sessões de 30 minutos. Em comparação com um programa suave em casa, melhoraram a densidade óssea na coluna e na anca, a capacidade física e até a altura, com apenas um efeito adverso ligeiro.[6]

Lê o guia completo sobre treino de força para a densidade óssea, ou usa o planeador de movimento para a saúde óssea para desenhar uma semana com força, impacto e equilíbrio.

Como é que o movimento pode proteger os teus ossos?

Em resumo: O osso responde à carga, sobretudo se for mais pesada ou rápida do que no dia a dia. Os especialistas britânicos recomendam força progressiva e impacto moderado, cerca de 50 saltinhos ou passos de corrida na maioria dos dias, se não tiveres fraturas vertebrais. Fortalece as costas e evita dobrar muito a coluna para a frente.

O consenso britânico sobre exercício na osteoporose, conhecido como "Strong, steady and straight" (forte, estável e direita), define três objetivos: exercício de força e de impacto para fortalecer o osso, atividades de força e equilíbrio para reduzir quedas, e exercícios de extensão da coluna para a postura.[5] Para quem não tem fraturas vertebrais nem várias fraturas de baixo impacto, recomenda impacto moderado na maioria dos dias, cerca de 50 impactos por sessão, por exemplo 5 séries de 10.[5]

Por segurança, a mesma declaração recomenda evitar posturas com grande flexão da coluna, sobretudo com carga, e sugere que quem tem fraturas vertebrais mantenha o impacto ao nível de uma caminhada rápida, salvo aconselhamento personalizado.[5] Encontrou ainda pouca evidência de que a atividade física cause danos significativos e concluiu que, em geral, os benefícios superam os riscos.[5]

A Eggsports segue o mesmo espírito. Quando a tua densidade óssea é desconhecida, damos prioridade ao treino de força e de equilíbrio e vamos com calma nas flexões do tronco para a frente com carga e nas torções com carga. Não é razão para ter medo de te mexeres. É razão para aprender boa técnica, como dobrar pela anca mantendo a coluna longa.

Porque é que o equilíbrio importa agora?

Em resumo: O equilíbrio é uma competência, e responde à prática em qualquer idade. Numa grande revisão de ensaios em adultos com mais de 60 anos, o exercício reduziu a taxa de quedas em 23%, e os programas centrados em exercícios de equilíbrio e funcionais reduziram-na em 24%. Praticar agora constrói uma estabilidade que te acompanha durante décadas.

Uma revisão Cochrane de 108 ensaios, com mais de 23 mil participantes, concluiu que o exercício reduziu a taxa de quedas em 23%, com evidência de elevada certeza.[7] Os exercícios de equilíbrio e funcionais reduziram as quedas em 24%, e os programas que combinavam vários tipos, sobretudo equilíbrio com treino de força, reduziram-nas provavelmente em 34%.[7]

A maior parte desta investigação envolveu pessoas com mais de 60 anos. Não precisas de esperar até lá. Ossos fortes e bom equilíbrio funcionam em conjunto: uns tornam uma fratura menos provável se caíres, o outro torna a queda menos provável à partida. A OMS recomenda que os adultos mais velhos façam atividades variadas, com ênfase no equilíbrio e na força, três ou mais dias por semana.[2]

Vê exercícios simples e progressivos em equilíbrio e prevenção de quedas.

Quanto exercício aeróbico precisas para o coração depois da menopausa?

Em resumo: A OMS recomenda 150 a 300 minutos por semana de atividade moderada, como caminhada rápida, ou 75 a 150 minutos de atividade vigorosa, ou uma combinação das duas. Qualquer quantidade conta, mesmo em períodos curtos. A meia-idade é uma janela importante para o coração, porque o colesterol e a distribuição da gordura mudam em torno da última menstruação.

Estas metas aplicam-se a todos os adultos, e a OMS é explícita: alguma atividade física é melhor do que nenhuma.[2] A doença cardiovascular é a principal causa de morte nas mulheres, e o risco aumenta de forma notória depois da menopausa, por isso os anos à volta dela contam tanto.[3]

Não precisas de um monitor de frequência cardíaca para encontrar a intensidade moderada. Se consegues falar com frases completas, mas não conseguirias cantar, provavelmente estás lá. Nos dias em que não sabes se deves puxar ou abrandar, a ferramenta VFC: descansar ou mexer pode ajudar-te a decidir.

Sabe mais em saúde do coração depois da menopausa.

O exercício ajuda nos afrontamentos e nos suores noturnos?

Em resumo: Sinceramente, por si só, provavelmente pouco. As revisões de especialistas não encontraram evidência consistente de que o exercício reduza os afrontamentos, e a Menopause Society não o recomenda como tratamento para eles. Mesmo assim, vale a pena para quase tudo o resto, e escolher horas e roupa mais frescas torna os treinos mais confortáveis.

A declaração de posição de 2023 da North American Menopause Society, hoje The Menopause Society, reviu as opções não hormonais para afrontamentos e suores noturnos. Colocou o exercício entre as abordagens não recomendadas para este fim, porque a evidência é limitada ou inconsistente.[8] Recomendou, isso sim, a terapia cognitivo-comportamental e a hipnose clínica, a par de várias opções com receita médica.[8] A norma britânica também sugere considerar terapia cognitivo-comportamental (TCC) específica para a menopausa no caso dos afrontamentos.[1]

Isso não é razão para parares de te mexer. Significa apenas que é justo esperar que o exercício ajude os teus ossos, o coração, o humor e o sono, mais do que os afrontamentos. Lê o quadro completo, com dicas práticas de conforto, em exercício e afrontamentos.

Como é que o movimento apoia o sono e o humor?

Em resumo: A atividade física regular associa-se a melhor sono e a menos sintomas de ansiedade e depressão. Em ensaios, caminhar ou correr, o ioga e o treino de força reduziram os sintomas depressivos. A perimenopausa é uma fase de maior vulnerabilidade ao humor em baixo: se persistir, fala com o teu médico: o movimento ajuda e há outros apoios eficazes.

A OMS inclui melhor sono e menos sintomas de ansiedade e depressão entre os benefícios da atividade física nos adultos.[2] Uma meta-análise em rede de 2024, com 218 ensaios, encontrou reduções moderadas da depressão com caminhada ou corrida, ioga e treino de força, com efeitos maiores a intensidades mais altas.[10]

As orientações sobre depressão na perimenopausa descrevem esta fase como uma janela de vulnerabilidade e indicam os antidepressivos e a psicoterapia como tratamentos de primeira linha para a depressão clínica.[9] A norma britânica sugere considerar TCC para o humor em baixo e para problemas de sono associados aos afrontamentos.[1]

Uns minutos de respiração lenta podem ser uma forma suave de fechar o dia. Experimenta o temporizador de respiração quadrada e lê exercício para dormir melhor na menopausa.

E as dores, a rigidez e as dores articulares?

Em resumo: As dores articulares e musculares são sintomas reconhecidos da menopausa, e muitas mulheres notam mais rigidez na transição. As causas não são totalmente conhecidas, mas a mobilidade suave, o fortalecimento à volta das articulações e o cardio de baixo impacto costumam ajudar. Uma articulação inchada, quente ou vermelha, ou muito rígida todas as manhãs, merece avaliação médica.

A norma britânica inclui as dores nas articulações e nos músculos entre os sintomas musculoesqueléticos da menopausa.[1] Aqui, começar devagar faz diferença, e a regularidade também. Lê dores articulares na perimenopausa para um plano completo e para os sinais que justificam uma consulta.

Onde entram a terapêutica hormonal e outros tratamentos?

Em resumo: As decisões sobre terapêutica hormonal cabem a ti e ao teu médico, que pode pesar a tua história, os sintomas e as preferências. O movimento funciona a par de qualquer tratamento que escolhas, ou de nenhum. Há opções eficazes, hormonais e não hormonais, para sintomas como os afrontamentos: se te afetam a vida, vale a pena perguntar.

A Eggsports não dá conselhos sobre terapêutica hormonal. O que podemos dizer é que não tens de simplesmente aguentar os sintomas: há vários tratamentos, hormonais e não hormonais, apoiados pela evidência.[8] A consulta com o teu médico é o sítio certo para os explorar.

Ajuda chegares preparada. O resumo de sintomas da perimenopausa transforma uma lista curta num resumo para imprimires e levares à consulta. Não é um diagnóstico, apenas um ponto de partida claro.

Como construir uma semana que trabalhe com o teu corpo?

Em resumo: Aponta para duas ou três sessões de força, alguns períodos de atividade aeróbica que somem cerca de 150 minutos, prática curta de equilíbrio em vários dias e pelo menos um dia de descanso verdadeiro. Ajusta conforme dormiste e como sentes as articulações. Um plano flexível que manténs vale mais do que um perfeito que abandonas.

Fica aqui um exemplo. Vê-o como uma forma, não como um regulamento.

DiaFocoExemplo
SegundaForça30 a 40 minutos: agachamentos até à cadeira, dobradiça da anca, remadas, empurrar, subidas ao degrau
TerçaCoração e equilíbrioCaminhada rápida de 30 minutos e depois 5 minutos de equilíbrio
QuartaMobilidade ou descansoMobilidade suave, uma caminhada lenta ou nada
QuintaForça e impactoSessão de força e 5 séries de 10 pequenos saltos ou passos de corrida, se for adequado
SextaCoração30 a 45 minutos de bicicleta, natação ou dança
SábadoAlgo de que gostesUma caminhada na natureza, uma aula de tai chi, dança, jardinagem
DomingoDescansoDescanso, ou uma caminhada suave se te souber bem

Quando deves falar com um médico?

Em resumo: Fala com um médico se os sintomas afetarem o teu sono, o trabalho, as relações ou o humor, se tiveste uma fratura numa queda ligeira, ou se uma articulação estiver inchada e quente. Qualquer hemorragia depois da menopausa deve ser sempre avaliada. Dor no peito ou falta de ar invulgar durante o exercício significam parar e pedir ajuda urgente.

Fala com o teu médico se:

  • Os afrontamentos, os suores noturnos, o sono fraco ou o humor em baixo estiverem a afetar o teu dia a dia.
  • O humor em baixo durar mais do que um par de semanas, ou tiveres pensamentos de te magoar. Se te sentires em perigo, liga já para o 112.
  • Partiste um osso numa queda ou num toque ligeiro, ou te disseram que tens osteoporose ou uma fratura vertebral.
  • Uma articulação estiver inchada, quente ou vermelha, ou várias articulações estiverem rígidas e doridas.
  • Tiveres qualquer hemorragia vaginal depois da menopausa, mesmo que pouca ou só uma vez. Normalmente não é nada grave, mas deve ser sempre avaliada.[11]

Para o exercício e pede ajuda urgente (112) se sentires dor ou aperto no peito, falta de ar desproporcionada ao esforço, ou sensação de desmaio.

Esta fase pede muito ao teu corpo, e o teu corpo é capaz de responder. A força que constróis agora, o equilíbrio que praticas agora e o descanso que te permites agora vão contigo para a frente.

Perguntas frequentes

É tarde demais para começar o treino de força depois da menopausa?

Não. No ensaio LIFTMOR, mulheres com uma média de 65 anos e massa óssea baixa melhoraram a densidade óssea e a capacidade física com treino pesado, progressivo e supervisionado. Começa onde estás, aprende os movimentos com cargas leves e aumenta aos poucos. Um fisioterapeuta ou um treinador qualificado pode ajudar-te a começar com confiança.

Preciso de fazer uma densitometria óssea antes de começar a treinar?

Não precisas de saber a tua densidade óssea para começar um treino suave de força e equilíbrio. Um consenso de especialistas do Reino Unido concluiu que é pouco provável que o exercício cause fraturas e que há pouca evidência de danos significativos. Enquanto não souberes mais, vai com calma nas flexões do tronco para a frente com carga e nas torções, e pede aconselhamento personalizado se já tiveste uma fratura numa queda ligeira.

O exercício pode substituir a terapêutica hormonal?

Fazem coisas diferentes, por isso não é uma troca direta. O exercício tem evidência sólida para os ossos, os músculos, o equilíbrio, o coração, o humor e o sono, mas não se demonstrou que reduza de forma consistente os afrontamentos. Decidir se a terapêutica hormonal ou outro tratamento faz sentido para ti é uma conversa a ter com o teu médico, que conhece a tua história.

Como sei se estou na perimenopausa?

A perimenopausa costuma notar-se por mudanças no ciclo, como períodos irregulares, a par de sintomas novos como afrontamentos, suores noturnos, alterações do sono ou dores nas articulações. Considera-se que chegaste à menopausa quando passaram 12 meses sem menstruação. Se os sintomas estão a afetar a tua vida, o teu médico pode ajudar-te a perceber o que se passa e o que pode ajudar.

E se, em alguns dias, não tiver energia para treinar?

Então descansa, ou escolhe algo suave, como uma caminhada curta ou uns minutos de mobilidade. As recomendações da OMS são claras: alguma atividade é melhor do que nenhuma, e os benefícios começam abaixo das quantidades recomendadas. O que fazes ao longo dos meses conta muito mais do que um único dia.

Fontes

  1. National Institute for Health and Care Excellence (2015). Menopause: identification and management (NICE guideline NG23). NICE. www.nice.org.uk/guidance/ng23
  2. Bull FC, Al-Ansari SS, Biddle S, Borodulin K, Buman MP, Cardon G, et al. (2020). World Health Organization 2020 guidelines on physical activity and sedentary behaviour. British Journal of Sports Medicine. doi:10.1136/bjsports-2020-102955
  3. El Khoudary SR, Aggarwal B, Beckie TM, Hodis HN, Johnson AE, Langer RD, et al. (2020). Menopause Transition and Cardiovascular Disease Risk: Implications for Timing of Early Prevention: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation. doi:10.1161/CIR.0000000000000912
  4. Greendale GA, Sowers M, Han W, Huang MH, Finkelstein JS, Crandall CJ, et al. (2012). Bone mineral density loss in relation to the final menstrual period in a multiethnic cohort: results from the Study of Women's Health Across the Nation (SWAN). Journal of Bone and Mineral Research. doi:10.1002/jbmr.534
  5. Brooke-Wavell K, Skelton DA, Barker KL, Clark EM, De Biase S, Arnold S, et al. (2022). Strong, steady and straight: UK consensus statement on physical activity and exercise for osteoporosis. British Journal of Sports Medicine. doi:10.1136/bjsports-2021-104634
  6. Watson SL, Weeks BK, Weis LJ, Harding AT, Horan SA, Beck BR (2018). High-Intensity Resistance and Impact Training Improves Bone Mineral Density and Physical Function in Postmenopausal Women With Osteopenia and Osteoporosis: The LIFTMOR Randomized Controlled Trial. Journal of Bone and Mineral Research. doi:10.1002/jbmr.3284
  7. Sherrington C, Fairhall NJ, Wallbank GK, Tiedemann A, Michaleff ZA, Howard K, et al. (2019). Exercise for preventing falls in older people living in the community. Cochrane Database of Systematic Reviews. doi:10.1002/14651858.CD012424.pub2
  8. The North American Menopause Society (2023). The 2023 nonhormone therapy position statement of The North American Menopause Society. Menopause. doi:10.1097/GME.0000000000002200
  9. Maki PM, Kornstein SG, Joffe H, Bromberger JT, Freeman EW, Athappilly G, et al. (2018). Guidelines for the evaluation and treatment of perimenopausal depression: summary and recommendations. Menopause. doi:10.1097/GME.0000000000001174
  10. Noetel M, Sanders T, Gallardo-Gómez D, Taylor P, del Pozo Cruz B, van den Hoek D, et al. (2024). Effect of exercise for depression: systematic review and network meta-analysis of randomised controlled trials. BMJ. doi:10.1136/bmj-2023-075847
  11. NHS (2026). Postmenopausal bleeding. NHS website. www.nhs.uk/symptoms/post-menopausal-bleeding/

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