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VFC: descansar ou mexer? Treinar com a VFC baixa

Compara a variabilidade da frequência cardíaca de hoje com a tua própria referência e recebe uma sugestão para descansar, ir com calma ou avançar.

Funciona inteiramente no teu navegador. Nada do que escreves é enviado.

Compara cada dispositivo só consigo próprio

Cada dispositivo mede a VFC à sua maneira. Uns indicam RMSSD, outros SDNN, e registam a horas diferentes e durante tempos diferentes. Usa leituras do mesmo dispositivo, feitas da mesma forma, de preferência logo de manhã.

A leitura desta manhã do teu relógio, anel ou cinta peitoral.

ms
Como queres indicar a tua referência?
ms
Como te sentes hoje?Opcional. A forma como te sentes também conta.

Esta ferramenta dá informação geral de bem-estar, não aconselhamento médico. Se algo não estiver bem, fala com o teu médico ou parteira.

Em resumo: Indica a VFC de hoje e a tua média de 7 dias ou as tuas leituras recentes. A ferramenta compara hoje com a tua própria referência: dentro da variação normal, avança; um pouco abaixo, vai com calma; claramente abaixo, descansa. A forma como te sentes pode suavizar a sugestão. Compara apenas leituras do mesmo dispositivo.

Como funciona

Equipa Editorial Eggsports

Porque comparar a VFC com a tua própria referência?

Em resumo: A variabilidade da frequência cardíaca é a pequena mudança constante no tempo entre batimentos. Varia muito com a idade, o sexo, a forma física, a medida usada e a duração do registo, por isso as normas publicadas dizem pouco sobre a tua manhã. Comparar hoje com as tuas leituras recentes mostra se o teu corpo está no estado habitual.

Mesmo em repouso, o intervalo entre batimentos de um coração saudável está sempre a mudar. O RMSSD, uma das medidas de VFC mais comuns, é o principal índice no domínio do tempo da influência vagal sobre o coração, a parte do sistema nervoso ligada ao repouso e à digestão.[1] Quando desce abaixo do teu intervalo habitual, o corpo pode ainda estar a recuperar, do treino ou do resto da vida. Num estudo, o stress no trabalho manteve a VFC de um corredor abaixo do habitual durante semanas.[2] Mais alto também não é automaticamente melhor: em atletas de elite, tanto as subidas como as descidas da VFC foram associadas a uma má adaptação ao treino.[5]

Como são definidos os limites para descansar, ir com calma ou avançar?

Em resumo: Com três ou mais leituras recentes, a variação normal vai até meio desvio-padrão abaixo da tua média. Entre esse ponto e um desvio-padrão abaixo, a sugestão é ir com calma; mais abaixo, descansar. Só com uma média, usa degraus fixos: até 10% abaixo é normal, entre 10 e 20% é ir com calma, e mais é descansar.

A faixa de meio desvio-padrão é a "menor mudança relevante" usada na investigação sobre treino guiado pela VFC. Num estudo, corredores amadores só faziam as sessões moderadas e intensas enquanto a VFC se mantinha dentro dessa faixa e, fora dela, treinavam de forma leve ou descansavam. O seu desempenho nos 3000 metros melhorou, enquanto o grupo com um plano fixo não melhorou de forma significativa.[2] Um estudo anterior prescrevia treino leve ou descanso quando a VFC descia abaixo da média menos um desvio-padrão.[3] Em ciclistas bem treinados, o treino guiado pela VFC também melhorou a potência máxima e o contrarrelógio, embora a diferença em relação ao planeamento tradicional não tenha sido estatisticamente significativa.[4]

Hoje em comparação com a tua referênciaCom 3 ou mais leiturasSó com uma médiaSugestão
Dentro do intervalo normal, ou acimaNa média menos 0,5 DP ou acimaAté 10% abaixoAvançar
Abaixo do intervalo habitualEntre 0,5 e 1 DP abaixoEntre 10% e 20% abaixoCom calma
Claramente abaixo do intervalo habitualMais de 1 DP abaixoMais de 20% abaixoDescansar

Os degraus fixos de 10% e 20% são uma regra prática da Eggsports, prudente de propósito, para quando não se conhece a variação das tuas leituras, e não um valor tirado de um estudo. Se as tuas leituras quase não variarem, a faixa normal nunca fica mais estreita do que 5% da tua média, para que uma descida mínima não te mande descansar.

A ciência: Como isto se compara com os estudos
O estudo com corredores comparou uma média móvel semanal da VFC matinal com uma referência construída ao longo de quatro semanas, e o estudo anterior usou uma referência de dez dias. Esta ferramenta faz uma comparação mais simples, entre uma manhã e até sete leituras recentes, por isso encara a sugestão como um empurrão suave. A forma como te sentes ajusta-a: sentires-te em baixo limita o dia a ir com calma, sentires-te doente significa descanso, e sentires-te bem transforma uma sugestão de descanso em ir com calma. Uma revisão de 56 estudos concluiu que simples registos pessoais de bem-estar acompanhavam a carga de treino com mais sensibilidade do que muitas medidas objetivas.[7]

Porque é que dispositivos diferentes dão valores de VFC diferentes?

Em resumo: Porque medem coisas diferentes de formas diferentes. Alguns dispositivos indicam RMSSD e outros SDNN, e registam durante tempos diferentes, de noite ou de manhã. Estes valores não são intercambiáveis, por isso compara cada dispositivo só consigo próprio, medindo sempre da mesma forma.

O SDNN é o desvio-padrão dos intervalos entre batimentos normais, enquanto o RMSSD é calculado a partir das diferenças entre batimentos sucessivos. Registos curtos e registos de 24 horas dão valores que não se substituem uns aos outros, e não é adequado comparar uma medida como o SDNN entre registos de durações diferentes.[1] Se mudares de relógio, anel ou cinta peitoral, constrói uma nova referência antes de confiares na comparação.

O ciclo menstrual pode mudar a minha VFC?

Em resumo: Sim. Uma meta-análise de 37 estudos concluiu que a VFC de origem vagal tende a descer da primeira para a segunda metade do ciclo menstrual, com a descida mais clara nos dias antes da menstruação. Uma leitura mais baixa nessa altura pode refletir o teu ciclo e não uma má recuperação.

As maiores descidas surgiram entre a fase menstrual, ou a fase folicular média a tardia, e a fase pré-menstrual.[6] Se a tua VFC descer antes da menstruação e te sentires bem, um dia mais calmo é uma escolha razoável, tal como seguir em frente. A calculadora da fase do ciclo mostra em que ponto do ciclo estás, e a calculadora de energia transforma o teu sono e o teu humor numa sugestão de movimento, sem precisares de nenhum dispositivo.

Perguntas frequentes

Qual é um bom valor de VFC?

Não existe um único valor bom. A VFC depende da idade, da forma física, da genética, do dispositivo e da medida que ele indica, por isso um número baixo para uma pessoa pode ser perfeitamente normal para outra. Para as decisões do dia a dia, o que conta é como hoje se compara com o teu próprio intervalo habitual.

Qual é a melhor altura para medir a VFC?

Mede sempre à mesma hora e da mesma forma, de preferência logo depois de acordares e antes de te levantares. Muitos dispositivos fazem-no automaticamente durante a noite. A consistência importa mais do que a hora exata.

A minha VFC parece boa, mas sinto-me péssima. O que faço?

Confia no que sentes. Escolhe "Doente ou esgotada" e a ferramenta sugere descanso, diga o número o que disser. A VFC é um sinal entre muitos, e a forma como sentes o teu corpo também conta.

A ferramenta guarda as minhas leituras?

Não. Tudo é calculado no teu navegador, e nada do que escreves é enviado para um servidor, guardado ou acrescentado ao endereço da página. Se atualizares a página, os teus números desaparecem.

Fontes

  1. Shaffer F, Ginsberg JP (2017). An overview of heart rate variability metrics and norms. Frontiers in Public Health. doi:10.3389/fpubh.2017.00258
  2. Vesterinen V, Nummela A, Heikura I, Laine T, Hynynen E, Botella J, Häkkinen K (2016). Individual endurance training prescription with heart rate variability. Medicine & Science in Sports & Exercise. doi:10.1249/MSS.0000000000000910
  3. Kiviniemi AM, Hautala AJ, Kinnunen H, Tulppo MP (2007). Endurance training guided individually by daily heart rate variability measurements. European Journal of Applied Physiology. doi:10.1007/s00421-007-0552-2
  4. Javaloyes A, Sarabia JM, Lamberts RP, Moya-Ramon M (2019). Training prescription guided by heart-rate variability in cycling. International Journal of Sports Physiology and Performance. doi:10.1123/ijspp.2018-0122
  5. Plews DJ, Laursen PB, Stanley J, Kilding AE, Buchheit M (2013). Training adaptation and heart rate variability in elite endurance athletes: opening the door to effective monitoring. Sports Medicine. doi:10.1007/s40279-013-0071-8
  6. Schmalenberger KM, Eisenlohr-Moul TA, Würth L, Schneider E, Thayer JF, Ditzen B, Jarczok MN (2019). A systematic review and meta-analysis of within-person changes in cardiac vagal activity across the menstrual cycle: implications for female health and future studies. Journal of Clinical Medicine. doi:10.3390/jcm8111946
  7. Saw AE, Main LC, Gastin PB (2016). Monitoring the athlete training response: subjective self-reported measures trump commonly used objective measures: a systematic review. British Journal of Sports Medicine. doi:10.1136/bjsports-2015-094758

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